quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Danças bem, mas não me agradas

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, é ensinado a dança estilo Gangnam, por Psy sensação da musica pop Coreana.

Numa visita à Organização das Nações Unidas (ONU), o rapper sul-coreano Psy tenta ensinar o sul-coreano, Ban Ki-moon, a sua popular coreografia do video Gangnam Style.


©Stan Honda/AFP/Getty Images
Cantor Sul-coreano Psy (D), cujo nome verdadeiro é Park Jae-sang, convence o Secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon (E) a representar o seu ritual de dança Gangnam Style minutos antes do seu encontro na sede das ONU em Nova Iorque.

Admitindo inicialmente que estava "nervoso", o Secretário-geral da ONU, cedeu e copiou os passos de dança estilo cavalgada de Psy.
Psy encontrava-se na ONU para debater com Ban Ki-moon como podem trabalhar juntos para ajudar nos assuntos globais.
Antesl BanKi-moon brincou: "Enquanto estavas vindo, eu pensava em ti - tu sabes que as temos negociações duras nas Nações Unidas. Como tal, eu pensei que se dançassemo ao estilo Gangnam, toda a gente parasse e dancasse. Talvez inventasses a dança estilo ONU."
A musica de Psy Gangnam Style, que ridiculariza o estilo de consumismo de um suburbio rico de Seul e a sua coreografia estilo cavalgad, tornaram-se virais sitio da internet de partilha de videos YouTube. Foi visionado mais de 560 milhões de vezes desde que foi lançado a meio de julho passado.

In Daily Telegraph, 24/10/2012
 
 
Texto original:
UN Secretary-General Ban Ki-moon is taught how to dance Gangnam Style by Korean pop sensation Psy.
On a visit to the United Nations (UN), South Korean rapper Psy attempted to teach Ban Ki-moon, a South Korean, his popular dance from the video of Gangnam Style.
Admitting at first that he was "nervous", the UN Secretary-General relented and copied Psy's horse-riding style dance moves.
Psy was at the UN to discuss with Ban Ki-moon how they could work together to help global issues.
Earlier, Ban Ki-moon had joked: "I was thinking about you when you were coming - you know we have tough negotiations in the United Nations. In such a case I was also thinking of playing the Gangnam Style dance so that everybody would stop and dance, maybe you can bring UN style."
Psy's song Gangnam Style, which mocks the consumerism of a rich Seoul suburb, and his hit horse-riding-style dance went viral on video-sharing website YouTube. It has been viewed more than 560 million times since it was released in mid-July.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Caso Mensalão - Revisor inocenta 13 réus acusados de formação de quadrilha no mensalão.

O revisor do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, votou nesta quinta-feira pela absolvição dos 13 réus acusados de formação de quadrilha, entre eles o ex-ministro José Dirceu. Ele não viu a criação de uma quadrilha para atuar nos crimes cometidos pelo esquema.
O revisor utilizou duas linhas para justificar seu voto. Na primeira, reformulou seu entendimento sobre a caracterização do crime, diferenciando a associação direcionada para a prática de crimes da união em função de um crime que estão cometendo.
Outra afirmação do ministro é que o Ministério Público não especificou claramente se houve formação de quadrilha, organização criminosa ou associação criminosa, que são figuras jurídicas distintas.

© Sergio Lima - 18.out.12/Folhapress


Com isso, o ministro considerou inocente, além de Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério, seu advogado Rogério Tolentino, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sua funcionária Simone Vasconcelos, os réus ligados ao Banco Rural Kátia Rabello, Vinicius Samarane e José Roberto Salgado, além de Geiza Dias e Ayanna Tenorio.
"Termino dizendo que essa miscelânea conceitual em que ocorreu o Ministério Público enfraqueceu as imputações assacada contra os réus, como José Dirceu. Hora como quadrilha, organização criminosa e associação criminosa, que figuras jurídicas com contornos diversos", justificou Lewandowski.
O relator do caso, Joaquim Barbosa, votou pela condenação de Dirceu e mais dez réus e inocentou Geiza Dias e Ayanna Tenório.
Citando votos anteriores das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber, o ministro disse entender que a quadrilha fica caracterizada quando os acusados se reúnem para a execução de "uma série indeterminada de crimes".
"É preciso verificar se a conduta dos réus teve exatamente esse escopo, da prática de uma série de crimes indeterminados, incontáveis, a conjunção de pessoas interligadas por uma série de interesses, a menos que se entenda que essa associação ameaça a paz pública."
Lewandowski disse que o Ministério Público trata quadrilha e organização criminosa como a mesma figura jurídica, quando não são. Ele disse ainda que, quando há mais de quatro réus, a Procuradoria sempre trata como quadrilha.
"O Ministério Público toda vez que apresenta denúncia em que os crimes são praticados por mais de quatro agentes automaticamente imputa a formação de quadrilha. É uma forma, que não sei talvez, que o órgão acusatório talvez entenda que as penas resultantes de um julgamento possa ser insatisfatórias ou tênues para a resposta que espera", completou.

IMPASSE
Com a modificação sobre o crime de quadrilha, Lewandowski deixou indefinida a imputação desse crime para o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e do ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.
Em votação anterior do processo, Lewandowski estava entre os seis ministros que tinham votado pela condenação de Costa Neto e Jacinto por formação de quadrilha. Hoje, Lewandowski recuou deixando o caso empatado. A tendência, segundo ministros ouvidos pela folha, é que o empate beneficie os réus.
"Concluo julgando improcedente a denúncia com relação a todos os réus e, coerentemente com o que assento agora, peço vênia, tal como fizeram colegas, para rever o voto que proferi anteriormente. Faço convencido pelos argumentos superiores aos meus, que foram apresentadas pelas colegas, para absolver também, o senhor Enivaldo Quadrado do delito de quadrilha, Jacinto Lamas, Valdemar Costa Neto, João Cláudio Genú e Pedro Corrêa."
Na modificação, o revisor absolveu ainda o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), o ex-assessor João Claudio Genu, e dono da corretora Bônus Banval Enivaldo Quadrado. Nesses casos, no entanto, fica confirmada a condenação por quadrilha porque, na época, foram sete votos pela condenação e três pela absolvição.
In Folha de São Paulo, 18/10/2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Criança de 5 anos ficou sem almoço por atraso na mensalidade

Numa escola básica em Loulé, no Algarve, uma criança de 5 anos ficou sem comer vendo os colegas a almoçar, tudo porque a família tinha em atraso a mensalidade de 30 euros.

Na Internet, há já uma petição a exigir o afastamento da diretora do agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, em Loulé.
Os signatários da petição querem que Conceição Bernardes, a directora do agrupamento Dr.ª Laura Ayres seja despedida por justa causa por maus tratos a crianças. Para os signatários do documento proibir crianças de almoçar na escola por falta de pagamento da mensalidade de alimentação é «um ato de violência psicológica», podendo mesmo ser encarado como tortura às crianças em causa.
Na petição pode ler-se ainda que qualquer outra solução, inclusive a de impedir as crianças de entrar na escola, teria sido melhor do que impedi-las de almoçar e obrigando-as a ficarem sentadas ao lado dos colegas enquanto comem. Um dos casos ocorreu na escola EB número 2 dois de Quarteira e foi denunciado pelo jornal Correio da Manhã.
A mãe de uma menina de cinco anos, que foi impedida de almoçar conta que a criança ficou sentada sem refeição ao lado dos colegas enquanto almoçavam. Sob anonimato outros pais, citados pelo jornal, dizem mesmo que uma das funcionárias foi impedida pela direção da escola de pagar do seu próprio bolso a refeição da criança.
Os pais ouvidos pelo jornal acusam a escola de ter agido de má-fé e de ter exercido violência psicológica sobre a criança. Mas a diretora do agrupamento de escolas de Loulé justifica a decisão dizendo que todos os encarregados de educação tinham sido informados das medidas que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até dia 9 de outubro.
Conceição Bernardes acrescenta que, os pais dos alunos «podiam ter pedido a renegociação dos valores e até dos escalões». Alguns, acusa a diretora, «foram negligentes e não o fizeram».
O Correio da Manhã adianta na edição online que além do caso desta menina de cinco anos, mais alunos foram impedidos de almoçar nesse dia em outras escolas do agrupamento e pelo mesmo motivo.
In TSF, 16/10/2012

sábado, 6 de outubro de 2012

Serra, o carregador

Uma imagem vale mais que mil palavras.

 ©Karime Xavier - 5.out.12/Folhapress

José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, carrega carrinho com laranjas durante visita ao Ceagesp sexta-feira, 5 de Outubro de 2012.

In Folha de São Paulo, 05/10/2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

As inversões de Cavaco

Bandeira portuguesa hasteada ao contrário
Poucos populares, mais polícias e jornalistas do que cidadãos anónimos estiveram hoje de manhã, na Praça do Município, na abertura da cerimónia do 5 de outubro. No último ano em que a implantação da República é feriado em Portugal, a bandeira portuguesa foi hasteada ao contrário
© Natacha Cardoso / Global Imagens
Assim que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, hasteou a bandeira, algumas vozes fizeram-se ouvir alertando que a bandeira estava ao contrário, refere a agência Lusa.
"É o estado do país", ouviu-se entre os populares que assistiam à cerimónia, enquanto outros diziam que era uma "gaffe" imperdoável a bandeira ter sido hasteada de forma errada.
Na cerimónia estiveram presentes o Presidente da República, Cavaco Silva, o ministro da Defesa, Aguiar Branco (em representação do primeiro ministro), e a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.
Os discursos da cerimónia, a cargo do presidente da Câmara, António Costa, e do Presidente da República, Cavaco Silva, foram proferidos no Pátio da Galé, numa cerimónia só para convidados.
In DN, 05/10/2012
Bandeira portuguesa hasteada ao contrário - Politica - DN

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Isto só video I

Justiça Eleitoral em MS manda prender presidente do Google no Brasil

O diretor-geral do Google Brasil, Fabio José Silva Coelho, foi detido em São Paulo nesta quarta-feira (26), pela Polícia Federal, sob suspeita de crime de desobediência.

Segundo a PF, ele seria ouvido, assinaria um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e liberado em seguida, pois o crime é considerado de menor potencial ofensivo.
A prisão de Coelho foi determinada pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul porque o YouTube --site de vídeos pertencente ao Google-- não retirou do ar dois vídeos contra o candidato a prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP).
O executivo também deverá assinar um compromisso de comparecer à Justiça quando intimado. O Código Eleitoral prevê pena de até um ano de prisão.
A assessoria de imprensa da empresa ainda não se pronunciou sobre a detenção do diretor.

O Caso
O vídeo em questão liga o candidato a prefeito a práticas como aborto, violência doméstca e embriaguez, além de mostrar supostas ações judiciais contra ele.
O Google Brasil chegou a recorrer da decisão da Justiça do MS, mas teve o pedido de liminar negado pelo juiz Amaury Kuklinski, relator do caso no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). A empresa afirmou na segunda-feira (24), que recorreria novamente da decisão.
"Em sendo uma plataforma, o Google não é responsável pelo conteúdo postado em seu site", informou a empresa em comunicado.
A Justiça também determinou a suspensão, por 24 horas, do Google e do YouTube em Mato Grosso do Sul. A Embratel, que é citada na decisão da 35ª Zona Eleitoral, informou que irá cumprir a determinação. Para definir a data da suspensão, a empresa aguarda informações do TRE.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela PF:
"A Polícia Federal recebeu hoje, 26, da Justiça Eleitoral de São Paulo, decisão de cumprimento de ordem judicial proveniente do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, em relação ao representante da empresa Google no Brasil.
O mandado judicial trata do crime de desobediência previsto no Código Eleitoral (Artigo 347), com pena de até um ano de detenção, um crime de menor potencial ofensivo.
Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, apesar de trazido para a Polícia Federal, ele não permanecerá preso.
Será lavrado um termo circunstanciado de ocorrência, com a oitiva do conduzido e sua liberação após a assinatura do compromisso de comparecer perante a Justiça. Esse procedimento está previsto na Lei 9.099/95 e vale para todos os crimes de menor potencial ofensivo."

In Folha de São Paulo, 26/09/2012
Diretor-geral do Google no Brasil é detido pela Polícia Federal

Isto só video II

Justiça Eleitoral em MS manda prender presidente do Google no Brasil

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) determinou a suspensão por 24 horas do YouTube e do Google em todo o Estado e a prisão do presidente do Google no Brasil, Fabio José Silva Coelho, por crime de desobediência.

Segundo a Justiça Eleitoral, o site não tirou do ar dois vídeos contra o candidato a prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP).
Na semana passada, o juiz Flávio Saad Peren, da 35ª Zona Eleitoral, já havia determinado as punições. O Google recorreu da decisão, mas o pedido foi negado durante o fim de semana.
"Conquanto seja um espaço livre e democrático, o uso indevido da internet, na esfera eleitoral, deve ser coibido, na medida em que não se trata de território isento de responsabilidade e não se vislumbra qualquer causa de imunidade no manuseio dessa ferramenta de comunicação", escreveu o juiz Amaury Kuklinski, relator do caso no tribunal.
A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul disse que a determinação foi repassada à PF em São Paulo, onde Coelho trabalha. A assessoria da polícia, no entanto, disse que ainda não recebeu nenhuma ordem de prisão.
Em nota, o Google disse apenas que está recorrendo da decisão que determina a remoção do vídeo do YouTube. "Em sendo uma plataforma, o Google não é responsável pelo conteúdo postado em seu site", informou o comunicado.

Outro caso
Essa não é a primeira vez nestas eleições que um juiz determina a prisão de um funcionário do Google Brasil.
Na semana passada, juiz Ruy Jander Teixeira, da 17ª Zona Eleitoral de Campina Grande (PB), havia mandado prender o diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar, por descumprir ordem judicial.
O magistrado alegou que a empresa desobedeceu a ordem para retirar do YouTube um vídeo que denegria a imagem do candidato à Prefeitura de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB), e para excluir todos os compartilhamentos realizados.
O Google Brasil recorreu e o juiz Miguel de Britto Lyra entendeu que Balthazar não poderia ser responsabilizado pela veiculação do vídeo e suspendeu a prisão.
Em agosto, um juiz eleitoral de Santa Catarina determinou que o Facebook fosse tirado do ar em todo o país. Dois dias depois, o juiz suspendeu a decisão.

In Folha de São Paulo, 24/09/2012
Justiça Eleitoral em MS manda prender presidente do Google no Brasil

Ricardo Salgado a favor da privatização parcial da CGD

Presidente do BES diz já concordar com a privatização parcial da CGD, face à atual conjuntura.

O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, disse hoje concordar com a privatização parcial da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na conferência Portugal em Exame, que decorreu em Lisboa.
"Achava que a CGD não devia ser privatizada, mas os tempos mudaram e face aos contrangimentos e ao acordo com a  troika, penso que há  que cumprir", declarou o presidente do BES, sublinhando, no entanto, que o banco devia continuar controlada pelo Estado.
Já o presidente do Banco Português de Invstimento (BPI) defendeu que uma privatização parcial seria o ideal para uma primeira fase, podendo ser depois vendido a privados.
In Expresso, 27/09/2012
Ricardo Salgado a favor da privatização parcial da CGD

Mira Amaral defende gente de "cabelo branco" no Governo - Politica - DN

Luís Mira Amaral considerou hoje que Portugal "tem que trazer para o Governo pessoas com experiência política", pagando-lhes a "média declarada no IRS nos últimos três anos".

O ex-ministro da Indústria de Cavaco Silva, numa alocução muito crítica na conferência "Portugal em exame, ideias para um pacto de crescimento", organizada pelo grupo Impresa, apelou ainda ao Governo que "cumpra o programa do PSD" em que disse ter votado "e não está a ser cumprido". "É o que tenho a dizer a este Governo", afirmou.

Mira Amaral criticou ainda vivamente a estratégia do aumento dos impostos, o que, na sua opinião, justifica uma segunda medida que defendeu no mesmo evento: o corte da despesa pública primária em 50 por cento no período de oito anos, ou seja, em duas legislaturas.
"Quanto mais os impostos aumentam mais a economia vai abaixo", acrescentou.
Por outro lado, sabendo que uma decisão destas teria que enfrentar uma forte contestação, o ex-ministro da Indústria acrescentou que "há sempre uns tipos que vão refilar por cortarmos 20 por cento". "Ora, se vão refilar, deve cortar-se 100 por cento!", concluiu.
Sobre a remodelação do Governo, Mira Amaral defendeu a necessidade do Executivo integrar gente "de cabelo branco", com "experiência política", e não um "conjunto de académicos" inexperiente.
"É um erro pensar que o problema das Finanças é resolvido apenas por homens que conhecem os modelos teóricos macroeconómicos", afirmou o atual presidente do Banco BIC, numa alusão ao desempenho do atual ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
Já em relação à segunda ideia, a do corte da despesa, o raciocínio de Miral Amaral parece simples: "Se não consigo evitar a recessão, prefiro apostar num corte dramático na despesa do que no aumento dos impostos", afirmou, defendendo, neste contexto, a "reformulação do papel do Estado, sobretudo na saúde e na educação", sem lhe retirar, ainda assim, o seu cunho europeu.
"Eu sou europeu", sublinhou. "Mas a minha filha frequentou [o Instituto Superior] Técnico e eu pagava 900 euros de propinas. Eu podia pagar mais", ilustrou.


In DN - 27/09/2012
Mira Amaral defende gente de "cabelo branco" no Governo - Politica - DN


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Soldado britânica dá à luz no Afeganistão, sem saber que estava grávida - Mundo - PUBLICO.PT

Uma soldado britânica deu à luz em Camp Bastion, no Afeganistão esta quinta-feira. A militar não sabia que estava grávida.

O bebé, um rapaz, nasceu cinco semanas antes do tempo.

De acordo com o Daily Mail, a mulher só se apercebeu que estava grávida depois de ter sentido dores de estômago.

O parto surpreendeu os chefes militares. “Ficámos completamente atónitos. Preparamo-nos para lidar com ferimentos de combate e não com uma mulher a dar à luz,” disse uma fonte do Exército.

A soldado (o Ministério da Defesa Britânico não revelou o nome), originária das ilhas Fiji, serve na Royal Artillery. Passou por duros testes antes de ser enviada para o Afeganistão, em Março, sem qualquer sinal de que estava grávida.
“É bizarro que ela não tenha sentido nenhum efeito da gravidez. Ela está, claramente, em forma e é forte. As exigências da vida militar na linha da frente fazem com que o facto de ela não se ter apercebido seja uma surpresa,” disse um oficial do Exército, citado pelo Daily Mail.

A mesma fonte explica que a dieta do Exército, o calor do Verão afegão e as diferentes horas de trabalho levam a que muitos soldados descartem sinais de indisposição, pensando que se devem à mudança de ambiente.

A mulher e a criança estão estáveis e espera-se que regressem ao Reino Unido nos próximos dias, depois de serem observados por uma equipa médica do hospital John Radcliffe que vai deslocar-se à base militar.

As gravidezes não detectadas são raras, mas, por vezes, pode acontecer que as mulheres não apresentem barriga de grávida e continuem a ter menstruações.

Este caso pode suscitar o debate sobre a necessidade de tomar precauções extra antes de enviar mulheres para a linha da frente. “Os comandantes precisam de pensar seriamente sobre que tipo de exames médicos são necessários fazer antes de destacar mulheres soldado para operações,” disse o major Charles Heyman, responsável por editar o manual do Exército Britânico.

Cerca de 500 mulheres britânicas servem actualmente no Afeganistão. Podem integrar todas as unidades, excepto a Infantaria, cuja principal missão é o combate próximo com o inimigo.

In Público, 20/09/2012
Soldado britânica dá à luz no Afeganistão, sem saber que estava grávida - Mundo - PUBLICO.PT